Como contratar o primeiro funcionário do seu comércio
Passo a passo para o pequeno comerciante de Goiânia e região: definir a vaga, o salário, assinar a carteira, falar com o contador e achar gente perto, de graça, no Publike.
Publike · 12 de outubro de 2026 · 4 min de leitura
Chega uma hora em que o dono do comércio não dá conta sozinho. O balcão enche, o estoque atrasa, e você precisa almoçar. É hora de contratar o primeiro funcionário.
Dá frio na barriga, e é normal. Este guia mostra o caminho em passos simples, para você contratar certo e sem gastar com anúncio.
1. Defina bem a vaga
Antes de anunciar, pegue papel e caneta. Responda com calma:
- O que a pessoa vai fazer? Atender no balcão, operar o caixa, repor mercadoria, fazer entrega?
- Qual o horário? Período integral, meio período ou só nos dias de mais movimento?
- Precisa de experiência? Às vezes vale mais alguém esforçado, que você ensina do seu jeito.
- É fixo ou temporário? Para o fim de ano, por exemplo, uma vaga temporária ou de diária pode bastar.
Vaga bem definida atrai a pessoa certa e evita frustração dos dois lados.
2. Pense no salário com os pés no chão
Nenhum trabalhador com carteira pode ganhar menos que o salário mínimo, que é de R$ 1.621 desde 1º de janeiro de 2026, segundo o decreto que fixou o valor. Esse é o piso. Algumas profissões têm piso próprio, definido em acordo da categoria. Na dúvida, pergunte ao seu contador ou ao sindicato do comércio.
R$ 1.621
Para ter uma referência do mercado, o Novo Caged mostra que o salário médio de admissão no Brasil foi de R$ 2.410,74 em agosto de 2026. É uma média do país, de todas as profissões. Serve como termômetro, não como regra para o seu caso.
Lembre que o custo do funcionário vai além do salário. Entram férias, 13º, FGTS, INSS e vale-transporte. Peça ao contador uma conta completa antes de fechar o valor.
3. Assine a carteira e registre direitinho
Contratar com carteira protege você e o funcionário. Ele tem os direitos garantidos. Você evita dor de cabeça na Justiça do Trabalho.
- Carteira de Trabalho Digital: hoje a carteira é digital, no app do gov.br. O registro do empregado é feito pelo eSocial, o sistema do governo para as obrigações do empregador.
- Contador: se você ainda não tem, esse é o momento. Ele cuida do registro, da folha de pagamento e dos impostos.
- Exame admissional: é obrigatório antes de começar. O custo é do empregador, nunca do candidato.
- Contrato de experiência: é comum começar com um período de experiência. O contador explica como funciona.
Se você é MEI, também pode ter um empregado, com regras próprias. Confirme com o contador ou no Portal do Empreendedor, no gov.br.
4. Anuncie a vaga de graça
O mercado está aquecido. Segundo o Novo Caged, Goiás criou 50.529 empregos com carteira de janeiro a agosto de 2026. Isso é ótimo, mas quer dizer que tem muita empresa disputando gente boa. Por isso, a vaga precisa chegar a quem mora perto.
No Publike, você publica a vaga grátis em poucos minutos. Diga o que a pessoa vai fazer, o horário, o valor e o bairro do trabalho. Quem procura vê a distância e o tempo de ônibus até o seu comércio. Veja o passo a passo completo em Como publicar vaga de emprego grátis em Goiânia.
5. Escolha entre quem curtiu
Quem se interessa curte a sua vaga. Você vê o perfil e o currículo da pessoa e decide se aceita. Se aceitar, dá match: a conversa e o WhatsApp aparecem para os dois. Antes disso, seu telefone fica protegido.
- Prefira quem mora perto: chega no horário e gasta menos com ônibus. Leia Contratar quem mora perto.
- Converse antes de marcar: uma ligação rápida já mostra muito.
- Faça a entrevista no comércio: assim a pessoa conhece o lugar e a rotina.
- Seja claro: fale do salário, do horário e das tarefas logo de cara.
6. Receba bem no primeiro dia
Mostre onde fica tudo, apresente os clientes fiéis e explique como você gosta das coisas. Funcionário bem recebido fica mais tempo. E você ganha um braço direito.
Também vale cadastrar a vaga no Sine da sua cidade. Quanto mais caminhos, mais rápido a vaga é preenchida.
Fontes
- Salário mínimo para 2026 é fixado em R$ 1.621, com reajuste de 6,79% (24/12/2025)
- Novo Caged: emprego formal gera 165,8 mil vagas em agosto e acumula 1,13 milhão de postos no ano (Agência Gov) (29/09/2026)
- Goiás gera 50,5 mil empregos formais em oito meses, diz Caged (01/10/2026)
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