Trabalho informal em Goiás: 36% dos ocupados e caminhos para a carteira ou o MEI
Mais de um terço de quem trabalha em Goiás está na informalidade, segundo o IBGE. Entenda o que isso significa e veja caminhos gratuitos para a carteira assinada ou o MEI.
Publike · 12 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
Fazer bico, vender na rua, trabalhar de diarista sem registro, pegar uma obra aqui e outra ali. Muita gente em Goiânia e região vive assim, e não há vergonha nenhuma nisso. É trabalho de verdade, que paga as contas e sustenta família.
Mas trabalhar sem carteira e sem CNPJ tem um custo escondido: quando a renda para, por doença, acidente ou falta de serviço, não tem nada por trás para segurar. Este texto mostra o tamanho da informalidade em Goiás e os caminhos para ter mais proteção, sem julgamento.
Quantas pessoas trabalham na informalidade
Pela PNAD Contínua, do IBGE, 36,1% das pessoas ocupadas em Goiás trabalhavam na informalidade no segundo trimestre de 2026. É mais de um terço de quem trabalha. No trimestre anterior, o número era 34,2%.
36,1%
No Brasil, a taxa é parecida: 37,4% dos ocupados, segundo a mesma pesquisa do IBGE. Ao mesmo tempo, o desemprego em Goiás caiu para 4%, abaixo dos 5,4% do país. Ou seja: tem bastante gente trabalhando, mas uma parte grande ainda sem direitos garantidos.
Informal, para o IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada, por conta própria sem CNPJ, ou ajuda na renda da família sem receber. Não quer dizer que a pessoa trabalha pouco. Muitas vezes trabalha até mais, só que sem nenhuma rede de proteção por baixo.
O que muda com a carteira assinada
Com carteira, você passa a ter direitos que fazem diferença na hora do aperto e ao longo da vida:
- Salário pelo menos igual ao mínimo, todo mês.
- Férias pagas, com um terço a mais.
- Décimo terceiro salário.
- FGTS depositado pela empresa.
- Contribuição ao INSS, que conta para a aposentadoria.
- Vale-transporte e, se for dispensado sem justa causa, seguro-desemprego, conforme as regras.
Veja mais em Carteira assinada: os direitos básicos. Para achar vagas com carteira, procure o Sine da sua cidade, use o app Carteira de Trabalho Digital, do gov.br, e veja também as vagas perto de casa no Publike.
Quem trabalha por conta própria: o MEI
Nem todo mundo quer ou pode ter patrão. Se você é diarista, pedreiro, manicure, eletricista, vende comida ou faz entregas, o MEI (Microempreendedor Individual) pode ser o caminho. Você continua trabalhando por conta própria, mas com CNPJ.
Muita gente já fez isso. Segundo o Sebrae, Goiás tinha cerca de 518 mil MEIs ativos em maio de 2026. Só em Goiânia são 146.240, e em Aparecida de Goiânia, 51.165.
- CNPJ: você pode emitir nota fiscal e atender empresas e condomínios.
- INSS: a contribuição mensal conta para aposentadoria e outros benefícios.
- Abertura grátis: é feita pelo Portal do Empreendedor, no gov.br.
- Cuidado: desconfie de sites que cobram para abrir MEI. O caminho oficial não cobra nada.
Quer o passo a passo? Leia MEI em Goiânia: como abrir o seu de graça.
Um passo de cada vez
Sair da informalidade nem sempre acontece de uma vez. Muita gente segue fazendo bico enquanto procura a vaga com carteira. Outros formalizam o MEI e continuam pegando os mesmos serviços, agora com mais segurança. O importante é não ficar parado e dar o próximo passo que cabe na sua vida agora, sem pressa e sem culpa.
- Cadastre-se no Sine e na Carteira de Trabalho Digital.
- Faça um curso gratuito no Senai, Senac, Sesi, Sebrae ou IFG para abrir portas.
- Preencha o Meu currículo no Publike e curta as vagas que combinam com você.
- Se presta serviço, monte sua vitrine para os vizinhos acharem você.
O Publike é um aliado gratuito nesse caminho. Não cobra de quem procura, de quem presta serviço nem de quem contrata. Reúne vagas com carteira, diárias e freelances, e também uma vitrine de serviços de Goiânia e região.
Fontes
- Goiás fecha segundo trimestre de 2026 com o desemprego abaixo da média nacional (Jornal Opção, dados do IBGE) (16/08/2026)
- PNAD Contínua Trimestral: desocupação cai em 13 das 27 UFs no 2º trimestre de 2026 (IBGE) (14/08/2026)
- Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis concentram quase 50% de todos os registros MEI em Goiás (25/05/2026)
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